Um depósito de idéias
11 mai
Eu moro na localidade de Ólhos D’Água, um lugar mais retirado da “cidade”, onde normalmente se encontram pontes de madeira e estradas de chão batido e cascalho, muita poeira ou barro, dependendo do tempo.
Uma das quatro pontes que eu passo para ir e voltar de casa estava em um estado de conservação muito ruim, o telhado estava caindo, já haviam sido retiradas algumas telhas e tesouras que estavam prestes à cair, para evitar que pudessem machucar alguém ou destruir algum veículo. Não sei quem retirou, mas agradeço, pois poderia ter caído em cima da minha moto
Com o intuito de informar a Diretoria Geral de Obras da situação da ponte, eu enviei um e-mail pra eles, anexando algumas fotos da ponte, mostrando a situação e pedindo que me fosse dada alguma resposta. Pra mim uma resposta é simplesmente uma resposta, poderia ser apenas “te vira com a ponte”, ou “putz, tá feia a coisa, vamos ver o que dá pra fazer”. Não recebi a resposta, na verdade nem sei se leram meu e-mail, mas em pouco mais de uma semana, numa sexta-feira, eu pego minha moto pra ir ao trabalho e dou de cara com a estrada bloqueada, sem saber o que era eu dei a volta e saí por um acesso secundário.
Naquele fim de semana eu não fui mais para casa, tinha combinado de viajar com a minha noiva, voltei apenas na terça-feira. Para a minha surpresa a ponta esta totalmente diferente, o telhado havia sido retirado e também alguns ajustes nas madeiras foram feitos, um ótimo trabalho, a passagem ficou muito mais segura pra todos nós da localidade.
Me atrasei um pouco, mas mandei um novo e-mail para a Diretoria Geral de Obras agradecendo à atitude de consertar a ponte. Novamente não sei se leram o meu e-mail, mas depois do que aconteceu seria muita falta de consideração eu não agradecer.
Assim era a ponte:
16 mar
Andei procurando um gerenciador de janelas baseado em Qt, mas que não fosse o KDE, somente à título de curiosidade mesmo.
Minha busca passou por poucos gerenciadores, pois não existem muitos criados com essa biblioteca, um deles me chamou a atenção, que foi o Antico. Um gerenciador leve e simples, e ainda muito bonito.
Infelizmente o desenvolvimento foi descontinuado, mas o Antico roda em sistemas Linux modernos, é baseado na Qt4 e não depende de outras bibliotecas (como kdelibs, etc…) o que o torna interessante para rodar em máquinas mais modestas que não aguentariam um KDE ou Gnome.
A tradução para pt_BR não existe no projeto oficial, mas eu tomei a liberdade de traduzí-lo e disponibilizar um repositório com a atualização no github.
Download do Antico com a tradução em http://hmayer.github.com/antico
11 mar
A reforma do meu Opala, recém no início, as fotos podem ser conferidas aqui http://www.henriquemayer.me/fotos/thumbnails.php?album=1
A cor final dele vai ser um Vermelho Ibérico, é um vermelho um pouco alaranjado, muito bonito.
9 mar
Parece que o povo de Taquara anda muito bem representado na câmara de vereadores, segundo o portal Jornal Panorama, entraram com uma menção de repúdio à esse ato ridículo de bloqueio do portão de acesso à faccat. Segue link da notícia http://www.jornalpanorama.com.br/?p=16319
9 mar
Estranhamente uma das pessoas que entrou nesse processo de bloqueio do tráfego contra a FACCAT foi almoçar hoje lá no restaurante da instituição.
E pasmem, usou o próprio portão que ela mandou fechar… se isso não for hipocrisia a minha enciclopédia está com defeito de impressão.
É bem o que Marcos Kayser afirma quando cita Thomas Hobbes, o cara é um gênio.
9 mar
Citando o Professor Carlos Fernando Jung em um e-mail recente:
Prezados alunos, amigos, colegas e irmãos.
Em relação a restrição do horário à saída no portão principal de nossa instituição, fato este público e de conhecimento geral, a qual considero que nosso ilustre Diretor Geral foi motivado a acordar com a Promotoria Pública da Cidade de Igrejinha, RS, por constantes e incessantes reclamações de perturbação de sossego público de parte dos moradores da Associação AMOFÁTIMA, não poderia me furtar de considerar o seguinte:
Em relação ao fato, tento ainda compreender as circunstâncias que motivaram o “desejo” dos moradores de evitar o tráfego de veículos por uma saída de propriedade particular à via pública por alegação de perturbação do sossego e, em contrapartida, desejar o direcionamento do tráfego por outra saída também à via pública, onde de igual forma residem cidadãos com iguais direitos e deveres.
Talvez seja de difícil compreensão porque considero fundamental o que diz a Constituição Federal do Brasil em seu “Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...]” Constituição Federal do Brasil, Dos Direitos e Garantias Fundamentais, Capítulo I – Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos.No entanto, encontro em Kayser (2007) citando Hobbes 2004) um fragmento à compreensão do fato: “Um, conformado àquela igualdade natural vigente entre nós, permite aos demais o mesmo que ele reivindica para si (é o pensamento de um homem temperado, e que avalia seu poder de maneira correta), Outro, supondo sua superioridade frente aos demais, quer ter licença para fazer o que bem entende, exigindo mais respeito e honra do que julga serem devido aos demais (é a exigência de um espírito ígneo)”.
Lembro, em especial, que: Para elevar o homem aos próprios olhos e torná-lo digno de sua missão sobre a terra é fundamental que se respeite o mais precioso dos bens, a liberdade, patrimônio da humanidade inteira, cintilação celeste que nenhum poder tem direito de obscurecer ou de apagar, pois, é a fonte dos sentimentos de honra e liberdade (GOMES P.’.G.’.M.’., 1969).
Um fraternal abraço
Carlos Fernando Jung.’.
É um verdadeiro desrespeito para com nós alunos, professores, funcionários e também para com a instituição e com os moradores da via para onde o tráfego foi desviado.