Citando o Professor Carlos Fernando Jung em um e-mail recente:

Prezados alunos, amigos, colegas e irmãos.

Em relação a restrição do horário à saída no portão principal de nossa instituição, fato este público e de conhecimento geral, a qual considero que nosso ilustre Diretor Geral foi motivado a acordar com a Promotoria Pública da Cidade de Igrejinha, RS, por constantes e incessantes reclamações de perturbação de sossego público de parte dos moradores da Associação AMOFÁTIMA, não poderia me furtar de considerar o seguinte:

Em relação ao fato, tento ainda compreender as circunstâncias que motivaram o “desejo” dos moradores de evitar o tráfego de veículos por uma saída de propriedade particular à via pública por alegação de perturbação do sossego e, em contrapartida, desejar o direcionamento do tráfego por outra saída também à via pública, onde de igual forma residem cidadãos com iguais direitos e deveres.
Talvez seja de difícil compreensão porque considero fundamental o que diz a Constituição Federal do Brasil em seu “Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...]” Constituição Federal do Brasil, Dos Direitos e Garantias Fundamentais, Capítulo I – Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos.

No entanto, encontro em Kayser (2007) citando Hobbes 2004) um fragmento à compreensão do fato: “Um, conformado àquela igualdade natural vigente entre nós, permite aos demais o mesmo que ele reivindica para si (é o pensamento de um homem temperado, e que avalia seu poder de maneira correta), Outro, supondo sua superioridade frente aos demais, quer ter licença para fazer o que bem entende, exigindo mais respeito e honra do que julga serem devido aos demais (é a exigência de um espírito ígneo)”.

Lembro, em especial, que: Para elevar o homem aos próprios olhos e torná-lo digno de sua missão sobre a terra é fundamental que se respeite o mais precioso dos bens, a liberdade, patrimônio da humanidade inteira, cintilação celeste que nenhum poder tem direito de obscurecer ou de apagar, pois, é a fonte dos sentimentos de honra e liberdade (GOMES P.’.G.’.M.’., 1969).

Um fraternal abraço
Carlos Fernando Jung.’.

É um verdadeiro desrespeito para com nós alunos, professores, funcionários e também para com a instituição e com os moradores da via para onde o tráfego foi desviado.